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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

As pedras grandes a gente vê e desvia, são as pequenas que nos fazem tropeçar.




Não sei quem disse a frase mas era alguém ligado nas paradas.
See Ya, kids.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não, não termina.


Todo mundo deve saber que Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último filme da saga, estreia no final desse ano, em novembro. Pois bem. Tenho andado novamente viciada em HP a ponto de surtar e começar a comprar todos os livros pra poder reler. E é incrível simplesmente me dar conta que Harry Potter faz parte da minha vida há 7 anos.
E parar pra pensar que o úlimo filme de uma saga que fez parte da minha infância/adolescencia tá pra sair em um mês é aterrador. Porque não dá pra ignorar algo que te marcou pro resto da vida. Sim, pro resto da vida, porque J.K. Rowling criou um mundo, histórias que não são fáceis de esquecer. Não dá pra não se identificar com o garotinho odiado pela família, que sempre foi maltratado e se descobre o herói de um mundo, ou com a menina sabe-tudo que não tem amigos e se esconde na biblioteca. Não dá pra não se imaginar indo pra Hogwarts e podendo fazer todas as coisas que crianças sonham. Voar (mesmo que seja em vassouras), descobrir passagens secretas, derrotar monstros, salvar o mundo.
Eu sinceramente não sei se quero que a estreia chegue logo ou se quero que ela nunca chegue. Mesmo depois de já ter lido o livro. Imagens são mais fortes.

O que eu quero dizer é: eu não consigo imaginar Harry Potter acabando. Não consigo imaginar toda uma infância e sonhos mágicos acabando. No fundo, tudo que J.K. criou vai perpetuar, vai passar às gerações futuras, isso eu tenho certeza. Harry Potter vai sobreviver naqueles que se alimentaram dessa magia.


E não, não vai terminar.






See ya, kids.

sábado, 24 de julho de 2010

As coisas como são

O que é melhor: mostrar às pessoas aquilo que você é de verdade, aquilo que você gosta, que lhe faz feliz ou simplesmente esconder tudo dentro de si mesmo e criar a perfeita máscara de agrado?

Bom, eu costumava achar que a 1ª opção era a mais certa. Costumava.
Mas depois de um certo tempo você percebe que as pessoas não se importam com aquilo que você é. Elas não estão interessadas no que você gosta ou no que te motiva a continuar, tampouco naquilo que você tem a dizer. Suas paixões e o que te deixa feliz ou triste. Algumas pessoas simplesmente NÃO SUPORTAM tudo isso. Não gostam, e só aguentam quando você tá perto por pura educação. Chegamos num ponto de desinteresse pelo próximo sem igual.

O que me acrescenta querer saber se você prefere esse ou aquele estilo de música? O que me acrescenta saber as coisas que te fazem sorrir e se animar num dia chuvoso?

Eu costumava achar que a melhor forma de conhecer pessoas era saber o que lhes agradava e desagradava. Eu costumava gostar de conhecer pessoas. No fundo, eu ainda gosto. Mas o mundo não senhores. O mundo não quer saber o que faz seu coração bater mais rápido.

Apenas coloque sua máscara de agrado, esconda bem suas paixões e tudo mais, finja ser um robô que só fala aquilo que o outro quer ouvir. Pronto.


Não se importe em saber muito dos outros. Também não se importe em saber pouco. Não se importe com nada, nada.

No seu quarto você pode ser quem quiser. Isso basta.







See ya, kids.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Baby. Babyluv.

"E enquanto a água lhe batia nos ombros, um súbito pensamento lhe ocorreu: Pra onde foi tudo aquilo meu Deus, pra onde?
Então as palavras começaram a querer sair, se revoltar e se embolar em perigosas e enroscadas guinadas de uma necessidade desconhecida. Porque ela precisava, de alguma forma, e de preferência agora, deixar aquelas palavras pra alguém. Pra alguém que estava longe e provavelmente nem fazia ideia da confusão que tinha criado naquela mente paranóica e compulsiva.
Então foi pra frente do pc. Esperou. Esperou mais um pouco. Sabia que tinha que falar, sabia que queria falar. Mas na hora de realmente meter bronca cadê as palavras corajosas, revoltadas?

Achou melhor aumentar o volume da caixa de som e deixar o idioma oriental preencher o quarto, as paredes, a pele. Pra fazer algum sentido, e ao mesmo tempo sentido nenhum. Mais uma vez se enrolar em si mesma e espanar."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sabe aqueles dias que você acorda com vontade de ligar o som no máximo e sair cantando e dançando pelo quarto como se não houvesse nada, nenhum problema?
Pois é, hoje eu acordei assim. Depois de uma noite muito bem dormida eu acordei e o Whitesnake tá rolando aqui pra quem quiser ouvir.

Posso dizer que nesse domingo algumas coisas se ajeitaram sem eu nem pedir, assim do nada, em uns 5 minutos...e como sempre, algumas eu nem percebi.
Mas é bom poder dormir sem nenhum peso na consciência ou irritação boba. Simplesmente encostar a cabeça no travesseiro e saber que tá tudo bem, de alguma forma.

Eu precisava dividir isso com vocês crianças.
Não fiquem arrumando desavenças por coisas tão bobas e superficiais, um dia tudo acaba sem fazer sentido nenhum.
Relevem ok? Espanem.





See ya, kids.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

8 ou 80

Me disseram pra postar algo já que eu tinha mudado basicamente tudo no blog, pra estrear sabe. Mania de estrear coisas...

Mas enfim.
Andei pensando em coisas pra escrever e descobri que eu necessito desabafar. Besteira que eu nem deveria ligar, mas me irrita.

Qual é o problema com as pessoas?
Será que é alguma coisa muito anormal ou de outro mundo conseguir ser constante no seu caráter?
Por que o que eu mais tenho visto por aí são demonstrações de total falta de caráter e o pior, gente burra que vai na onda.
Você fica meses dizendo que gosta disso, disso e daquilo. Tudo bem. Daqui algum tempo já não gosta mais, tá as pessoas mudam, eu sei. Mas precisa espalhar pra Deus e o mundo que odeia tudo aquilo que você gostava como se NUNCA tivesse gostado? e ainda falar isso como se quem gostasse fosse idiota e você o iluminado e supremo ser inteligente?

Sinceramente, pra mim é a coisa mais infantil que eu tenho visto. É pra mudar? mude. É pra "evoluir"? Evolua!(de verdade). Mas não venha querer jogar o seu passado na cara das pessoas como se não fosse seu passado e ainda fosse um lixo.

Vai procurar uma roupa pra passar e chega de mimimi.




Pronto, falei.





See ya, kids.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Look What You've Done


Já faz algum tempo que eu tenho considerado os amigos como as coisas mais importantes que alguém pode ter, creio ter razão. Amigos estão lá quando você precisa, riem com você e choram com você, se divertem, saem juntos, compram suas brigas. Amigos de verdade, claro. Numa época em que ser popular é mais importante que ter amigos verdadeiros fica difícil né.

Eu posso dizer que tenho sorte, tenho os melhores amigos que alguém pode ter. Sinceros, presentes, compreensivos e pacientes. É difícil achar gente assim, difícil mesmo. Mais difícil ainda é achar aquele amigo que não é só amigo, é irmão. Aquele que tá com você o tempo todo, que gosta das mesmas coisas, que te aborrece, te irrita e mesmo assim você não consegue ficar bravo por muito tempo. Também tive amizades assim, dá pra contar nos dedos de uma mão. O problema é que as vezes irmãos também decepcionam.

Ninguém quer ver alguém que você considera muito quebrando a cara. As pessoas tem que quebrar a cara pra aprender, claro, mas cair no mesmo erro é burrice. BURRICE.
Você fala, avisa, tenta mostrar o que tá aconteçendo, insiste mesmo depois de todos os outros abandonarem, ofereçe seu ombro( o único ombro disponível) e recebe nada em troca. NADA. Nem uma palavra, um pingo de consideração.
Aí você aprende que algumas pessoas simplesmente não aprendem e não mereçem seu amor, sua amizade. Porque amizade é uma coisa recíproca, querendo ou não. E nada meus amigos, nada sobrevive se não for recíproco.

Então eu cheguei a conclusão de que realmente eu não seria a exceção. Eu não seria mesmo a única amiga/irmã que ele iria precisar. Porque todo o resto ele abandonou e fez questão de dizer que não precisava mais. Nem sempre a gente percebe que vai ter o mesmo destino.
Então antes que eu seja oficialmente descartada como todos os outros "amigos" eu não quero mais esse laço, de sangue e de amizade.

Porque algumas pessoas falam e reclamam da vida sem nunca notar o que realmente está a sua volta. Quando você não precisa de mais ninguém pra viver, então é melhor que você não tenha mais ninguém.
É preferível excluir totalmente da minha vida do que ficar me preocupando a toa, do que ver sua cara quebrada e seu amor próprio inexistente.
"Não é tão difícil abandonar quem já te abandonou".






Só espero que aquele ombro não faça falta um dia.
E se fizer, sorry.








See ya, kids.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pais e Filhos


O negóçio é o seguinte: EU DESISTO!

Pode parecer exagero meu, eu sei, mas eu entendo muito bem porquê no Japão os jovens se matam pela pressão dos estudos, da carreira; e digo mais, se eu tivesse nascido lá já teria me matado, não tenham dúvida. É por isso que eu não nasci lá. Só pode.

E eu não sou a pessoa mais forte, mais determinada e mais motivada que eu conheço, passo longe disso tudo. Aliás, a vida começou a me ensinar bem cedo que tudo que eu queria, que tudo que eu amava ía embora, independente do que fizesse contra isso. Então eu parei de lutar e resolvi me entregar a qualquer escuridão que fosse. Eu tinha 12 anos porra!
Mas eu não to aqui pra discutir isso. Eu to aqui por outro motivo, um bem mais viável de assunto do que esse, mais importante pra mim.

Talvez você não saiba, mas o maior sonho da minha vida não é ir pro Japão como a maioria pensa. Não, o maior sonho da minha vida é ser mãe. Não parece, nem um pouco, mas é.
Então, eu sempre penso que tipo de mãe eu vou ser. E eu penso, todos dias, e peço também pra poder ser uma mãe bem diferente das que eu vejo por aí e diferente em muitos aspectos que eu vejo dentro da minha própria casa. Eu peço mesmo pra ser diferente, porque eu passo por coisas que sinceramente acho que nenhum filho deveria passar, eu já ouvi muitas coisas que nenhum filho deveria ouvir. Pelo menos não um filho como eu.

A situação é que eu passei a minha vida escolar quase toda sem maiores problemas, sempre tirei notas boas, sempre fui uma das melhores alunas da sala, ninguém nunca reclamou de mim. "Ela é tão quietinha", é o que as pessoas ainda falam de mim. Mas chega uma hora na vida que se descobre que o simples esforço pra passar na prova de final de ano não é suficiente e aí começam as pressões. A pressão de que profissão você vai escolher, os "Você tá escolhendo a coisa errada" que eu tive que ouvir e ainda ouço. Todos os dias. Sempre.
Agora eu me pergunto: pais também foram filhos, então porque eles reclamam tanto quando o filho só quer viver a porra da vida dele e quebrar a cara por si mesmo?!

Porque eu não posso ter o apoio dos meus pais em um dos momentos que mais preciso do apoio deles?

Eu nunca fui uma filha muito consciente, aliás, a maioria não é. Mas depois de uma certa idade a gente começa a entender o esforço que nossos pais fazem pra nos dar o melhor, o que eles não puderam ter. Eu entendo isso perfeitamente.
E foi isso que eu tentei fazer, numa das poucas vezes na vida que eu pensei mais neles do que em mim, colocando meus estudos em jogo, disposta a me sacrificar mais pra compensar. E sabe o que eu ouvi? "Você não estuda", "Eu não vejo você estudar".

Como ele vai me ver estudar se desde que eu sou criança ele nem olha, não repara em mim?


Eu só acho que filhos também sofrem.
Mas pais e mães se encontram em uma posição hierárquica muito maior, muito mais experiente. Se esqueçem que experiência não é o mesmo que ter muitos aniversários. Pais e mães também são injustos e também machucam. Seres humanos erram, eu sei. Isso é normal, mas não cobre aquilo que você não faz e muito menos aquilo que você não vê!
Não cobre um 1º lugar numa lista de faculdade se você não sabe o que seu filho passa pra poder chegar lá...e acredite, não é o que você pensa.




O que eu quero dizer mesmo aqui é:
Pelo amor de Deus, não cobrem dos seus filhos aquilo que vocês não sabem se eles vão aguentar. Sejam pais compreensivos e amorosos. Demonstrem isso! Por favor. Sejam os melhores pais que vocês podem ser...
Porque é isso que eu pretendo, e sinceramente acho que é por isso que eu quero tanto ser mãe.







See ya, kids.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

E se....


Perdoem a morbidez incessante, é só algo que as vezes, só as vezes, eu costumo pensar.
Não dá pra evitar. Alguns aqui sabem meus antecedentes...
É difícil lutar contra o que você foi um dia, sem nem querer, ainda mais sendo tão criança.


Eu hoje pensei..."E se eu tivesse morrido enquanto dormia?". Mórbido demais, eu sei. Não é algo que uma pessoa feliz e normal deveria pensar. Mas eu penso. Mas só as vezes, que fique claro.
E então eu fiquei imaginando como seria....teria evitado muitos aborrecimentos, sem dúvida. Mas alguém choraria? alguém sofreria? como as pessoas a minha volta se sentiriam?

Porque não tem como imaginar o que outra pessoa sente, a menos que essa pessoa tenha lhe dito. E a gente nunca sabe o quão importante pode ser pra alguém, porque as pessoas costumam simplesmente não falar.

E então eu pensei "Pra que se chatear? eu posso morrer amanhã ou depois", eu poderia ter morrido hoje. Mas alguém não quis.

Então por que essa mania que a gente tem de se magoar, de remoer as coisas? Se você morrer vai ter valido a pena ficar triste ou ter se irritado?

Eu creio que não.
E eu não quero me magoar, remoer coisas, porque eu posso morrer amanhã, ou poderia ter sido hoje. E não teria valido a pena.







Perdoem a morbidez.
É só algo que eu realmente penso as vezes, mas só as vezes.









See ya, kids.

sábado, 10 de abril de 2010

Me tira daqui!

"Brigo pelo estopim de um motim, de uma fuga em massa
uma rebelião qualquer que me devolva a graça
e um sol quadrado não me aquece, já não amanhece
o brilho que existia em meus olhos"

Jay Vaquer-Por um pouco de paz


Isso não tem nada haver com o post, é só porque fiquei com essa música na cabeça o dia todo.
Enfim...


Preciso falar sobre intolerância. Mais específicamente intolerância musical. E não tente bancar o hipócrita, você também tem esse parasita aí na cabeça, todos nós temos. Todo mundo fala mal do que o outro gosta, se não fala pelo menos pensa. Todo mundo acha que seu quadrado é melhor que o do outro. Somos intolerantes à outros tipos de pensamentos e gostos.

Somos tão diferentes, rotulados e segregados em todos os aspectos. Desde que nasçemos somos educados assim. Eu sou assim.

Não gosto mesmo de pagode e funk, não suporto axé, sertanejo, country e afins. Não-suporto. Musica brasileira boa pra mim é raridade. E eu sei que posso ser a mais ignorante das pessoas por pensar mal ou não gostar de algo que eu nunca ouvi; e tenho me controlado ao máximo pra não ter esse tipo de pensamento não só quando o assunto é música.

Mas o fato é: eu não gosto. A outra pessoa sim, mas dane-se ela. Não tenho nada haver com ela nem ela comigo. Música é algo pessoal demais, então por que ainda teimamos em discutir isso? Você não tem que gostar de porcaria nenhuma, só cale a sua boca e tudo vai ficar bem. Deixe que o outro destrua sua capacidade mental escutando letras maravilhosamente idiotas em paz. Não é problema seu. Se cada um ficasse na sua o mundo seria melhor. Se cada um usasse uma droga de um fone o mundo seria um lugar melhor. Se não fossemos rotulados pelo estilo de música que gostamos o mundo seria uma lugar incrivelmente melhor!

E por que tentam nos separar até nisso?!
Acho que cada um deve ter sua própria resposta.



Escolhemos nossos amigos pelo tipo de música que gostam, escolhemos namorados ou possíveis namorados pelo tipo de música que gostam. Música virou apenas mais um adjetivo. Seja ele negativo ou positivo. E onde nós vamos parar assim?

Quiseram proibir o emocore na Rússia porque os pirralhos estavam se matando. Alguém foi mesmo procurar saber por quê eles faziam isso? Você acha mesmo que My Chemical Romance tem poder pra fazer alguém se matar? Se essas pessoas se deixam levar assim então me desculpem mas são um bando de imbecis.

Eles não querem saber o que leva crianças à tristeza extrema senhores, só querem proibir. Querem bater por que alguém anda na rua com uma franja jogada na cara e um All Star. E aí eu pergunto: O que diabos as pessoas tem haver se aquele menino ou menina anda na rua assim?! n-a-d-a.

Já vi crianças serem excluídas de grupos sociais só porque eram diferentes. E querem saber? Eu fui uma delas, mas isso não vem ao caso. O que importa é que cada vez mais as pessoas se aglomeram em grupos de "afinidades". Porque ninguém tolera mais o que o outro é ou deixa de ser. Um préconceito desmedido e filho da mãe.


É por isso que eu resolvi calar a minha boca como todas as pessoas deveriam fazer. Priorizar o respeito que cada um merece por suas escolhas. Não importa o que eu penso em relação à isso ou àquilo. Cada um no seu quadrado e o mundo é feliz. Porque eu também já sofri préconceito e não é legal amigos. Nada legal.

Então entre nessa campanha e vá fazer algo mais útil do que ficar discutindo com aquele seu amigo playsson porque o Slipknot ou o Metallica é melhor que Armandinho. Esqueça isso, ok?

E pare de ficar rotulando as pobres crianças que gostam de quadriculado e NXZero. Você também gostou de coisas na infância que agora acha ridículo.



Vá gritar pelo que realmente merece.
Pare de segregar o mundo mais ainda.








See ya, kids.