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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Next Year

2010 acabando e fica aquela sensação de que mais um ano se foi sem que você percebesse. Aí você para e pensa "que porcaria de útil eu fiz esse ano?" ou "o que aconteceu de bom em 2010?". Eu particularmente tenho a mania de rever as coisas que aconteceram numa tentativa infantil de, talvez, conseguir classificá-lo como "o melhor ano da minha vida". 2010 não foi o melhor ano da minha vida, ah não, pelo menos não até agora, ainda faltam alguns dias pra acabar. Mas esse fato não me deixa triste, afinal eu não esperava grandes coisas.
Primeiro, eu fiquei o ano todo 'tentando' estudar, mais uma vez, pro vestibular. Tive uma evolução, sim, mas nada significante, e ainda faço prova domingo. Troquei de pré duas vezes até me acertar, tive maus momentos, me estressei, briguei, chorei(muito) mas também ri um bocado, tirei boas notas, comemorei um ano de namoro, revi os amigos, voltei a antigas paixões e conheci pessoas que vou levar pra sempre.
Não vou ficar fazendo planos pra 2011, parei com isso quando ainda era criança. De certa forma aprendi a não esperar surpresas e grandes mudanças, não dá pra prever essas coisas e elas acabam acontecendo de uma forma ou de outra. 2010 não foi o melhor ano da minha vida mas foi um ano especial, a sua maneira. Mais um pra lista dos anos "bons", pra poder mais tarde olhar pra trás e lembrar dos meus 18 anos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Kusu.


As regras:

. Colocar uma foto individual sua
. Escolher uma banda/artista.

. Responder SOMENTE com TÍTULOS de suas canções (da banda escolhida anteriormente)

Artista Escolhido: The Corrs


1) Você é homem ou mulher?

Heaven Knows

2) Descreva-se:

Call me a Fool

3) O que as pessoas acham de você?

So Young


4) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?

No Good for Me

5) Descreva sua atual relação com namorado(a) ou pretendente:

Forever May Not Be Long Enough

6) Onde queria estar agora?

Leaving On A Jet Plane

7) O que pensa a respeito do amor?

Only Love Can Break Your Heart

8) Como é sua vida?

Miracle

9) O que pediria se tivesse apenas um desejo?

All The Love in The World

10) Escreva uma frase sábia:

Baby, Be Brave




Passo a vez pra Matheus, só pra matar a saudade ;*




See Ya, Kids.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Anil era a cor


Aos Filhos De Peixes

"É peixe quando pula e descortina
A clara possibilidade de mudar de opinião
É peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
Inverte a coisa, embola o pensamento e então
É peixe quando o germe da loucura
Se transforma em claridade e anda pela contramão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação
É peixe quando salta o precipício da responsabilidade
E tem uma queda pra ilusão
É peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
E carrega o mundo com a mão
É peixe quando a luz do misticismo
Se transforma na procura do princípio e da razão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação"


Oswaldo Montenegro



Não que eu acredite em astrologia.

See Ya, Kids.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Enfim...


Andar, andar até fazer calos nos pés, debaixo do sol carioca, sem saber o que procurar e com muito pouca variedade pra fazer gastar o dinheiro mais rápido.

Mas só de respirar o ar fresquinho daquele quarto no 3º andar do prédio já levou tudo embora.






Tirando a poeira e os bichinhos.
See Ya, Kids.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Registro

"Mas lembrava-se que aos 12 começou a se fazer perguntas que todo mundo se faz um dia. E começou a enxergar a vida ao redor. Porque até então nunca tinha visto nada além de mais ou menos uns 2m depois da bolha chamada infância.
Tudo pareceu tão ofensivo, tão opressor, e as palavras pareciam ter um efeito incrível sobre si. Sempre pro mal. Não gostou do que viu. Odiou. Cada dia mais. E chorou. Cada dia mais. E perguntava-se "por que?". Não fazia sentido. A vida não fazia sentido, ela não fazia sentido. O mundo todo era pintado de preto e cinza. Lascado, velho. E cada pequena dor, cada pequeno trauma, decepção da idade, parecia maior, mais intenso, acumulado. Os por ques se acumulavam.
A idade aumentava e o cinza também. Dava pra ver explícitamente, nos olhos, nas mãos, no jeito de andar, na voz. Tudo era um caos. Um silêncio angustiante que nunca acabava e se prolongava e se arrastava, piorava, sufocava...aos poucos. Constantemente, ritmadamente. Com pequenos picos.
Até a dormência lhe invadir. Ah, perigosa dormência. Consciência vil que lhe dizia não existir mais saída ou remédio. O mundo não ouvia, não enxergava, que fazer? Agora é questão de viver. Sobreviver. Mas não fazia sentido. Nada fazia sentido. Ela não fazia sentido. Então inventou uma mentira. Uma tão bem contada que lhe parecia verdade. E foi a sua verdade. Até o fim. Ah, triste fim.
E depois? Depois veio a dor. A dor de verdade, não aquela dorzinha fina na superfície que lhe aliviava a visão. Não. Foi aquela outra dor. Aquela que destrói tudo que vê pela frente, de dentro pra fora. Sem palavra alguma. Sem remédio. Sem chance.
Aos 16 já era bem grandinha (e entendida de coisas que era melhor não entender) pra ser perigosa. Não aos outros.
Quando a carga se tornou insuportável de verdade não relutou em fazer o que precisava fazer. Não teve discussão! Não teve "e se"! Fez e pronto. Ponto. Ponto final. Tudo se foi."








See ya, kids.

sábado, 24 de julho de 2010

As coisas como são

O que é melhor: mostrar às pessoas aquilo que você é de verdade, aquilo que você gosta, que lhe faz feliz ou simplesmente esconder tudo dentro de si mesmo e criar a perfeita máscara de agrado?

Bom, eu costumava achar que a 1ª opção era a mais certa. Costumava.
Mas depois de um certo tempo você percebe que as pessoas não se importam com aquilo que você é. Elas não estão interessadas no que você gosta ou no que te motiva a continuar, tampouco naquilo que você tem a dizer. Suas paixões e o que te deixa feliz ou triste. Algumas pessoas simplesmente NÃO SUPORTAM tudo isso. Não gostam, e só aguentam quando você tá perto por pura educação. Chegamos num ponto de desinteresse pelo próximo sem igual.

O que me acrescenta querer saber se você prefere esse ou aquele estilo de música? O que me acrescenta saber as coisas que te fazem sorrir e se animar num dia chuvoso?

Eu costumava achar que a melhor forma de conhecer pessoas era saber o que lhes agradava e desagradava. Eu costumava gostar de conhecer pessoas. No fundo, eu ainda gosto. Mas o mundo não senhores. O mundo não quer saber o que faz seu coração bater mais rápido.

Apenas coloque sua máscara de agrado, esconda bem suas paixões e tudo mais, finja ser um robô que só fala aquilo que o outro quer ouvir. Pronto.


Não se importe em saber muito dos outros. Também não se importe em saber pouco. Não se importe com nada, nada.

No seu quarto você pode ser quem quiser. Isso basta.







See ya, kids.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Baby. Babyluv.

"E enquanto a água lhe batia nos ombros, um súbito pensamento lhe ocorreu: Pra onde foi tudo aquilo meu Deus, pra onde?
Então as palavras começaram a querer sair, se revoltar e se embolar em perigosas e enroscadas guinadas de uma necessidade desconhecida. Porque ela precisava, de alguma forma, e de preferência agora, deixar aquelas palavras pra alguém. Pra alguém que estava longe e provavelmente nem fazia ideia da confusão que tinha criado naquela mente paranóica e compulsiva.
Então foi pra frente do pc. Esperou. Esperou mais um pouco. Sabia que tinha que falar, sabia que queria falar. Mas na hora de realmente meter bronca cadê as palavras corajosas, revoltadas?

Achou melhor aumentar o volume da caixa de som e deixar o idioma oriental preencher o quarto, as paredes, a pele. Pra fazer algum sentido, e ao mesmo tempo sentido nenhum. Mais uma vez se enrolar em si mesma e espanar."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sabe aqueles dias que você acorda com vontade de ligar o som no máximo e sair cantando e dançando pelo quarto como se não houvesse nada, nenhum problema?
Pois é, hoje eu acordei assim. Depois de uma noite muito bem dormida eu acordei e o Whitesnake tá rolando aqui pra quem quiser ouvir.

Posso dizer que nesse domingo algumas coisas se ajeitaram sem eu nem pedir, assim do nada, em uns 5 minutos...e como sempre, algumas eu nem percebi.
Mas é bom poder dormir sem nenhum peso na consciência ou irritação boba. Simplesmente encostar a cabeça no travesseiro e saber que tá tudo bem, de alguma forma.

Eu precisava dividir isso com vocês crianças.
Não fiquem arrumando desavenças por coisas tão bobas e superficiais, um dia tudo acaba sem fazer sentido nenhum.
Relevem ok? Espanem.





See ya, kids.

domingo, 4 de julho de 2010

Don't really care

Hoje reparei que tenho me importado demais.
Que durante toda a minha longa vida me importei demais. Com pessoas, coisas, situações e afins. Comigo também, mas não tanto.
Me importei com a minha dor, com a minha falta de felicidade. Me importei com a falta do querer viver e depois me importei com a minha falta de me importar. Me importei com a minha felicidade adquirida e com a sensação tão boa de não precisar me importar, de ter Alguém pra se importar por mim. Me importei muito mais com a dor alheia e o não querer dessa mesma dor. Me importei em fazer a coisa certa e me importei quando os outros faziam, de novo e de novo, a coisa errada.


Então, um dia, parei de me importar.
Mas parar de me importar num dia não significa, necessariamente, que no dia seguinte eu não vou me importar. Mas só por hoje, só por hoje, eu não vou me importar. Por que se importar com alguém ou com o que acontece exige muito. Tempo gasto em pensar e tentar ajudar, preocupação e insatisfação, paciência. A senhora paciência que eu ainda não descobri onde se enconde quando eu preciso dela.
Enfim.

Só hoje não vou ficar em cima do muro, variando entre o importar e o não importar. Por que alguém disse, e eu não sei quem, que "Por mais que você se importe, certas pessoas simplesmente não se importam".
E eu já me importei demais. Reparei que por hora é melhor ficar na dormência de preocupações ao invés de gastar energia que não tem retorno.
Deixo pra me importar amanhã.










See ya, kids.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sem assunto

"Lá vai, lá vai
Trocando os pés pela rua
Sem sombra de dúvida pra onde ir.
Há muito sabia
E tremia de dor
Seus pequenos dedos tocando o chão

E se abraçava
No frio
Pra proteger as lágrimas infantis
Espatifava na calçada
A neve e o que mais tivesse

Porque não adiantava
De novo e em sequência
Seu abandono na chuva,
em março
Na solidão cinza do céu

Não fazia sentido, não havia pedido
Mas foi
E assistiu
e de novo morreu
e gritou em silêncio

Tão pequeno como sempre fôra
Suas cordas frágeis
Arrebentavam-se!
Entre os sinos e as gotas
E o vermelho das mãos

Sempre nas mesmas palavras,
embebedou-se pra calar o que não sabia dizer

Trocando os pés pela rua
Seus pequenos sonhos doendo no chão..."



Só porque eu não tenho nada pra postar.